RHEBECKA SOUZA

Somos seres com alma de borboleta, plena de beleza e harmonia, habitando num corpo onde as emoções e desejos, numa espécie de casulo nos aprisionam nos corpos físico, emocional, mental e espiritual, até que a compreensão e a consciência nos eleve ao que somos verdadeiramente, seres de luz.


domingo, 8 de março de 2015

SOBRE O AMOR

" Para escutarmos as palavras do Amor, é preciso deixar que ele se aproxime.
Mas, quando ele chega perto, tememos o que tem a nos dizer. Porque o Amor é livre e sua voz é governada por nossa vontade ou pelo nosso esforço.
Todos os amantes sabem disso, mas não se conformam. Acham que podem seduzi-lo com submissão,poder, beleza, riqueza, lágrimas e sorrisos.
Mas o verdadeiro Amor é aquele que seduz e jamais se deixa seduzir.
O amor transforma, o amor cura. Mas, às vezes, constrói armadilhas mortais e termina destruindo a pessoa que resolveu entregar-se por completo. Como a força que move o mundo e mantém as estrelas em seu lugar pode ser tão construtiva e tão devastadora ao mesmo tempo?
Nós nos acostumamos a pensar que aquilo que damos é igual ao que recebemos. Mas as pessoas que amam esperando ser amadas de volta perdem seu tempo.
O amor é um ato de fé, e não uma troca.
São as contradições que fazem o amor crescer.
São os conflitos que permitem que o amor continue ao nosso lado.
A vida é curta demais para escondermos em nosso coração palavras importantes.
Como, por exemplo, "Eu te amo".
Mas não espere sempre escutar a mesma frase em troca. Amamos porque precisamos amar. Sem isso, a vida perde todo o sentido e o sol deixa de brilhar.
Uma rosa sonha com a companhia das abelhas, mas nenhuma aparece. O sol pergunta:
"Você não está cansada de esperar?
"Sim", responde a rosa "Mas se eu fechar minhas pétalas, murcho".
Portanto, mesmo quando o Amor não aparece, continuamos abertos para a sua presença. Nos momentos em que a solidão parece esmagar tudo, a única maneira de resistir é continuar amando"
Trecho do livro Manuscrito de Accra.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

ESVAZIE A XÍCARA

"Um mestre ofereceu chá ao discípulo. Enquanto o Mestre o servia, a xícara do discípulo ficou cheia e começou a transbordar. "Por que continua a enchê-la? perguntou o discípulo. e o Mestre respondeu:"Sua mente é como essa xícara, como posso deitar nela algo novo se antes você não a esvaziar de seus conteúdos?"
Nossa mente é como uma xícara. Quando estamos doentes é quase certo que a xícara esteja cheia, e cheia de líquido envenenado. Se você deseja a cura, convença-se de que, primeiramente, precisa esvaziar sua xícara para que um novo conteúdo saudável possa ser derramado.
Muitos enfermos vão aos santuários da fé em busca da cura, mas suas xícaras estão cheias de rancor, impaciência, preconceitos, desamor por si mesmos e animosidade em relação ao próximo. Será que há espaço em nossa mente para que o Poder Supremo entre e realize seus milagres?
Afastaremos a negatividade de nossa mente com pensamentos de paz, serenidade, alegria e amor. Não espere ter saúde para agir assim. Faça assim para ter saúde. Aquietemos nossa mente agitada com a oração, com a contemplação da natureza, com o silêncio interior.
Deixemos que o amor flua de nós através dos gestos mais simples possíveis. Que o nosso sorriso seja puro, que a nossa respiração seja um ato de amor a nós mesmos, que o nosso olhar seja compassivo, que nossa língua silencie a maldade, que nossos gestos estejam impregnados do ternura. Dessa forma estaremos nos limpando de todos os venenos que o desamor fez contaminar nosso corpo.
Somente quando a xícara estiver vazia entraremos em um estado de relaxamento, no qual a cura se opera. Muitos estão tão obcecados pela obtenção da cura que acabam gerando mais tensão. O que gera a tensão é a preocupação com alguma coisa que não vai bem ou com algo ruim que nos possa acontecer. E são exatamente esses sentimentos que precisamos abandonar porque eles reforçam uma situação da qual desejamos nos livrar.
O Mestre Jesus sempre demonstrou inabalável serenidade diante dos mais difíceis episódios da vida, porque sua mente estava vazia de temor e cheia de Deus. Havia tanta integração da mente do Cristo com a mente de Deus que o Mestre afirmou: "Eu e o Pai somos um"
|Abra, então, sua mente para receber a presença de Deus. Mas, para isso você precisa esvaziar a xícara. Do que ela está cheia?
José Carlos de Lucca
Livro O Médico Jesus

domingo, 26 de outubro de 2014

PRANA

"O prana está todos os fenômenos do mundo exterior da matéria, assim como também nutre a vida no mundo oculto espiritual, mental, astral e etéreo. Essas três manifestações energéticas emanadas pelo Sol, que é o centro principal da vida na Terra, conhecidos no oriente por "fohat", Kundalini" e "prana", jamis se transformam noutras formas de energias, pois tais elementos são tipos específicos, à parte, que atendem exclusivamente às necessidades e funções que mencionamos.
Aliás, prana é palavra de origem sânscrita e traduzida textualmente, quer dizer "sopro de vida", ou energia vital. Para os orientais e principalmente entre os hindus ela possui significação mais ampla, sendo considerada a manifestação centrífuga de um dos poderes cósmicos de Deus. Para a escolástica hindu só há uma vida, o prana, tido como a própria vida do Logos.
Prana é a vida manifestada em cada plano de atividade do espírito eterno; é o sopro vital de cada coisa e cada ser. Na matéria ele é a energia que edifica e coordena as moléculas físicas, ajustando-as de modo a comporem as formas em todos os reinos, como o mineral, o vegetal, o animal e o hominal.
Sem prana, sopro indispensável, não haveria coesão molecular nem a consequente formação de um um todo definido, pois é ele que congrega todas as células independentes e as interliga em íntima relação sustentando as formas. A coesão celular formada pelo prana assegura a existência de uma consciência vital instintiva, garantindo uma unidade sensível e dominante, que atua em todos os demais planos internos da Vida.
O espírito, ao "baixar" do seu mundo espiritual para formar sua individualidade consciente no mundo material, submete-se a um processo gradativo ou inerente a cada plano da vida, sendo um fenômeno uniforme em todo o Universo. No mineral, essa "consciência" em formação permanece estática e adormecida, mas depois evolui para a irritabilidade de "consciência" do vegetal ainda em "sonho"; em seguida, vivendo novos estágios de adaptações, ela alcança o estado de consciência instintiva animal; e, finalmente, atinge o raciocínio glorioso do homem. Entretanto, em todo esse modelamento progressivo e demorado, o prana, energia vital, é o fio dadivoso que une as contas de imenso colar de moléculas para plasmar as múltiplas formas de vida.
Recorrendo a rude exemplo, diríamos que assim como o cimento une os tijolos de um edifício, o prana é a liga, o elo vital, ou o elemento oculto, que associa os átomos, as moléculas e as células para compor o Universo".
Ramatís