RHEBECKA SOUZA

Somos seres com alma de borboleta, plena de beleza e harmonia, habitando num corpo onde as emoções e desejos, numa espécie de casulo nos aprisionam nos corpos físico, emocional, mental e espiritual, até que a compreensão e a consciência nos eleve ao que somos verdadeiramente, seres de luz.


quarta-feira, 31 de março de 2010

DISCIPLINA OU RESISTÊNCIA

Nada como o coidiano para se fazer reflexões. Fui ao salão de beleza, enquanto aguardava atendimento, chegou uma senhora talvez uns 30 anos (tomei como base a estrutura do corpo), que juntamente com outra pessoa passaram a comentar sobre o comportamento dos jovens atualmente.
Falaram sobre a disciplina e a forma como foram educadas, sem nenhuma liberdade, os castigos que receberam quando não iam bem na escola. A medida que conversavam, passei a perceber a transformaçao física numa delas: Começou aumentar o tom da voz, enrigecer o maxilar, os ombros levantados, dificuldade em respirar.
Nessa observação foi que pensei na disciplina e logo em seguida na palavra resistência, pensei em minha infância e adolescência onde a "disciplina" muitas vezes tinha o peso de imposição sem direito a reclamação, fazendo com que fosse criado uma resistência interna transformada em frustação, raiva, medo, bloqueio da expressão, e ao nos tornarmos adultos pensamos sermos livre e estabelecer nossa prórpia "disciplina", mais internamente continuamos a ouvir a voz da imposição.
Alguns anos atrás quando fiz ioga, tentei estabelecer um horário para meditação, foi horrível, não consegui manter o horário imposto, ficava chateada comigo por ser "disciplinada" em algumas áreas da minha vida e no entanto não conseguia ser nesse momento.
Com o passar dos anos aprendi que meditar é uma momento de silência interno, onde tudo que escuta é próprio corpo, numa respiração ritmada se dando conta de suas emoções. A qualidade da disciplina é a Entrega, confiança, fé no Divino e quando nos reconhecemos "entregues", não precisamos nos impor nada.
Pensei no exemplo de Buda, de sua quebra de resistência e na entrega ao Divino compreender o caminhoa da neutralidade, O Caminho do Meio, de Jesus que segundo a Bíblia ficou 40 dias no deserto como homem reconheceu suas resistências e confiante no Pai, compreendeu e aceitou na entrega o compromisso em ser o exemplo de amor, misericórdia para toda a humanidade e não existe melhor frase para exemplificar esta entrega:Ama o Próximo como a Ti Mesmo.
Bem, chegou minha vez de ser atendida, muitas das palavras dita pela senhora não consegui pois me encontrava refletindo. Ela foi embora, internamente fiquei agradecida por ela e a outra pessoa terem sido o "instrumento" do Divino para mais uma compreensão e consciência da palavra disciplina, me senti em paz.
Quanto a meditação, faço-a disciplinadamente a qualquer momento, pequenas respirações e logo estou no silêncio do meu Coração pronta para "escutar" O Divino.

domingo, 28 de março de 2010

PERSPECTIVA

Uma semana de muitos aprendizados. Retornei às aulas de desenho e pintura, começamos a estudar perspectiva: uma linha no horizonte, um ponto de fuga para onde as linhas convergem. Parece simples, mas não tanto. O simbolismo de diversas formas de visão: como a introvisão, a previsão, o panorama e a perspectiva para julgar com prudência.
"Como seres fragmentados, tendemos a enxergar o mundo o outro dentro dessa fragmentação, julgando conforme nossos desejos e emoções nossas mentes tão cheia de pensamentos, que "ver" o que está diante de nós chega ser assustador. Para que possamos chegar a perspectiva, percebo que o silêncio, a observação são necessários para que possamos desenvolver a capacidade de nexergar o que não está evidente apenas para o olho físico, palavras não ditas, emoções sutis, medos, inseguranças. om introvisão podemos desenvolver atitudemais compassiva e menos reativa" (do livro O Oráculo da Cabala - Richard Seidman).
Fica claro para mim  ao lembrar da travessia que fiz para ilha no carnaval, no trabalho atendendo as pessoas, onde "enxergo" cada uma como ser único, onde a expressão vai além do que se apresenta, registrada de
forma sutil no corpo onde está toda a trajetória de dor, alegria, medos, amor, desejos, frustações; então no aguardo no silêncioa, me aproximo com o toque, esperando que o corpo comece a "falar" escutando sem julgamentos, numa atitude compassiva..

quarta-feira, 24 de março de 2010

EXERCITANDO O AMOR

Fazia algum tempo que vinha pensando em dedicar algumas horas do meu tempo ao serviço voluntário. O momento chegou. Esta semana passei a fazer parte do grupo que atende no ambulatório no hospital das Clínicas.
Não conhecia o hospital e ao chegar, andando pelo corredor imenso do ambulatório comecei perceber o número enorme de pessoas para atendimento, se senti caminhando por "nevoeiro" de energia, onde procurei não estabelecer sentimentos de pena ou quaisquer outros julgamentos.
A medida que fui caminhando, comecei a prestar atenção nos olhar daquelas pessoas, algumas ainda mantendo a expectativa, outras como se alma não estivesse mais presente, apenas seres humanos como qualquer um de nós independente da condição social.
Me apresentei na sala de atendimento. O trabalho? cuidar, tocar, não é necessário falar de técnicas, somente usar as mãos e a vibração do coração numa conexão com a Fonte que Tudo É.
Esse trabalho irá permitir a possibilidade de ampliar o estudo da leitura dos corpos mais sutis, objeto atual do meu aprendizado, observando essas pessoas volto meu pensamento para mim mesmo, ao identificar nas posturas de rigidez, orgulho, dores antigas outroras emoções tão minhas conhecidas e que acredito na possibilidade da transformação.

segunda-feira, 22 de março de 2010

RENOVAÇÃO

"Precisamos ter fé, esperança e caridade em relação a nós mesmos.
Fé em nossas possibilidades de realizar a contento.
Esperança no desabrochar gradativo de novas virtudes.
Caridade perdoando e compreendendo a impossibilidade de acertar totalmente ainda.
Na luta contra as próprias imperfeições é comum o entre-choque de emoções contraditórias produzir um clima de incompeensão passageira, em que a alma é tentada a desiludir-se de si mesma.
O Amor Divino não interroga se estamos a merecê-lo para fazer-se presente. Uma humildade e fervorosa prece de louvor ao Pai nos isolará temporariamente das contradições humanas, envolvendo-nos nas vibrações do Amor, do qual parecíamos afastados.
Sem esta recomposição de forças diante do Eterno, faltar-nos-á  a Fé em nós mesmos, a Esperança de dias melhores e estaremos impedidos de sentir a Caridade do Alto para conosco.
Reconfortemo-nos no Amor que nos chega a todo instante, a fim de que possamos utilizá-lo em nosso benefício, estendendo-os aos nossos irmãos.
Paz,
Rama-Schain
Do livro Mensagens do Grande Coração- Editora do Conhecimento