"Esqueça a Iluminação.
Sente-se onde você estiver e ouça o vento cantando em suas veias.
Sinta o Amor a espera e o medo nos seus ossos.
Abra seu coração para quem você é, neste momento, não quem você gostaria de ser. Não o santo que você está se esforçando prá se tornar. Mas o Ser exatamente aí na sua frente, dentro de você, ao seu redor.
Você inteiro é sagrado. Você já é mais ou menos do que o que você pode conhecer.
Expire, olhe prá dentro, solte....
John Welwood
RHEBECKA SOUZA
Somos seres com alma de borboleta, plena de beleza e harmonia, habitando num corpo onde as emoções e desejos, numa espécie de casulo nos aprisionam nos corpos físico, emocional, mental e espiritual, até que a compreensão e a consciência nos eleve ao que somos verdadeiramente, seres de luz.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
Mude
" A natureza nos diz mude.
E os que não temem o Anjo da Sorte entendem que é preciso seguir adiante, apesar do medo. Apesar das dúvidas. Apesar das recriminações. Apesar das ameaças.
Enfrentam-se com seus valores e preconceitos. Escuta os conselhos daqueles que amam: "Não faça isso, você já tem tudo o que precisa: o amor de seus pais, o carinho de sua esposa e de seus filhos, o emprego que custou tanto a conseguir. Não corra o risco de ser um estrangeiro em uma terra estranha".
Mas arriscam o primeiro passo - às vezes por curiosidade, outras vezes por ambição, mas geralmente pelo desejo incontrolável de aventura.
A cada curva do caminho sentem-se mais amedrontados. Entretanto, surpreendem-se com eles mesmos: estão mais fortes e mais alegres.
Alegria. Essa é uma das principais bencâos do Todo-Poderoso. Se estamos alegres, estamos no caminho certo.
O medo se afasta aos poucos, porque não lhe foi dada a importância que desejava ter.
Uma pergunta persiste nos primeiros passos do caminho:"Será que minha decisão de mudar fez com que outros sofressem por mim?"
Mas quem ama quer ver o bem-amado feliz. Se em um primeiro momento temeu por ele, esse sentimento é logo substituído pelo orgulho de vê-lo fazendo o que gosta, indo aonde sonhou chegar.
Mais adiante, aparece o sentimento de desamparo.
Mas os viajantes encontram na estrada gente que está sentindo a mesma coisa. À medida que conversam entre si, descobrem que não estão sós: tornam-se companheiros de viagem, dividem a solução que encontraram para cada obstáculo. E todos se descobrem mais sábios e mais vivos do que imaginavam.
Nos momentos em que o sofrimento ou o arrependimento se instalam em suas tendas e eles não conseguem dormir direito, dizem para si mesmos:"Amanhã, e apenas amanhã, darei mais um passo. Posso sempre voltar, porque conheço o caminho. Portanto, mais um passo não fará muita diferença."
Paulo Coelho - Manuscrito de Accra - Sextante
E os que não temem o Anjo da Sorte entendem que é preciso seguir adiante, apesar do medo. Apesar das dúvidas. Apesar das recriminações. Apesar das ameaças.
Enfrentam-se com seus valores e preconceitos. Escuta os conselhos daqueles que amam: "Não faça isso, você já tem tudo o que precisa: o amor de seus pais, o carinho de sua esposa e de seus filhos, o emprego que custou tanto a conseguir. Não corra o risco de ser um estrangeiro em uma terra estranha".
Mas arriscam o primeiro passo - às vezes por curiosidade, outras vezes por ambição, mas geralmente pelo desejo incontrolável de aventura.
A cada curva do caminho sentem-se mais amedrontados. Entretanto, surpreendem-se com eles mesmos: estão mais fortes e mais alegres.
Alegria. Essa é uma das principais bencâos do Todo-Poderoso. Se estamos alegres, estamos no caminho certo.
O medo se afasta aos poucos, porque não lhe foi dada a importância que desejava ter.
Uma pergunta persiste nos primeiros passos do caminho:"Será que minha decisão de mudar fez com que outros sofressem por mim?"
Mas quem ama quer ver o bem-amado feliz. Se em um primeiro momento temeu por ele, esse sentimento é logo substituído pelo orgulho de vê-lo fazendo o que gosta, indo aonde sonhou chegar.
Mais adiante, aparece o sentimento de desamparo.
Mas os viajantes encontram na estrada gente que está sentindo a mesma coisa. À medida que conversam entre si, descobrem que não estão sós: tornam-se companheiros de viagem, dividem a solução que encontraram para cada obstáculo. E todos se descobrem mais sábios e mais vivos do que imaginavam.
Nos momentos em que o sofrimento ou o arrependimento se instalam em suas tendas e eles não conseguem dormir direito, dizem para si mesmos:"Amanhã, e apenas amanhã, darei mais um passo. Posso sempre voltar, porque conheço o caminho. Portanto, mais um passo não fará muita diferença."
Paulo Coelho - Manuscrito de Accra - Sextante
terça-feira, 1 de julho de 2014
NOVO FLEXÍVEL
Só existe o agora.
"Não é incomum passar pelo mundo e atravessar a vida sem estar realmente presente. Embora viver no passado ou pensando no futuro sejam passatempos comuns, é fisicamente impossível viver em qualquer lugar que não seja o presente. Não podemos sair pela porta e virar à esquerda até maio do ano passado, assim como não podemos virar à direita e entrar no futuro. Apesar disso, podemos perder o futuro que tanto aguardamos porque estávamos ocupados demais e nem percebemos que ele já se tornou presente. Então passamos o restante do tempo tentando recuperar o momento que deixamos passar.
Em ocasiões como essa, é bom lembrar que só o presente existe.
Quando começamos a concentrar nossas atenções no momento presente, é assustador estar "aqui". É um estado necessário de tranquilidade ao qual levamos algum tempo para nos acostumar, mas para isso temos que deixar de lado as mil ninharias que tantas vezes ocupam nossas mentes e nos tiram do presente. Podemos sentir que perdemos o controle porque não estamos ocupados com planejar nosso próximo movimento, nem avaliando a situação presente ou antecipando o futuro. Pelo contrário, para estar presentes, precisamos ser flexíveis, criativos, atentos e espontâneos. Cada movimento é completamente novo, e nada igual aconteceu antes ou vai acontecer de novo.
Durante todo o dia, lembre-se de estar presente em cada momento Assim, você viverá sem ter que ficar aguardando o futuro ou com saudades do passado. A vida acontece para nós quando ´"nós" acontecemos para ela, no presente."
Madisyn Taylor
"Não é incomum passar pelo mundo e atravessar a vida sem estar realmente presente. Embora viver no passado ou pensando no futuro sejam passatempos comuns, é fisicamente impossível viver em qualquer lugar que não seja o presente. Não podemos sair pela porta e virar à esquerda até maio do ano passado, assim como não podemos virar à direita e entrar no futuro. Apesar disso, podemos perder o futuro que tanto aguardamos porque estávamos ocupados demais e nem percebemos que ele já se tornou presente. Então passamos o restante do tempo tentando recuperar o momento que deixamos passar.
Em ocasiões como essa, é bom lembrar que só o presente existe.
Quando começamos a concentrar nossas atenções no momento presente, é assustador estar "aqui". É um estado necessário de tranquilidade ao qual levamos algum tempo para nos acostumar, mas para isso temos que deixar de lado as mil ninharias que tantas vezes ocupam nossas mentes e nos tiram do presente. Podemos sentir que perdemos o controle porque não estamos ocupados com planejar nosso próximo movimento, nem avaliando a situação presente ou antecipando o futuro. Pelo contrário, para estar presentes, precisamos ser flexíveis, criativos, atentos e espontâneos. Cada movimento é completamente novo, e nada igual aconteceu antes ou vai acontecer de novo.
Durante todo o dia, lembre-se de estar presente em cada momento Assim, você viverá sem ter que ficar aguardando o futuro ou com saudades do passado. A vida acontece para nós quando ´"nós" acontecemos para ela, no presente."
Madisyn Taylor
domingo, 25 de maio de 2014
QUALIDADES DO AUTORREALIZADO
Disse Arjuna;
"O Keshava (Krishna), quais são as características do sábio que tem a sabedoria perenemente tranquila e que está mergulhado em Samadhi?(êxtase)? como fala, senta-se e caminha esse homem de sabedoria inaterável?
O Senhor Bem-aventurado respondeu;
Ó Partha (Arjuna), quando um homem abandona por completo todos os desejos da mente e, por meio do Eu, contenta-se inteiramente no Eu, considera-se que ele é alguém estabelecido em sabedoria!
Aquele cuja consciência não é abalada pela angústia nas aflições nem pelo apego à felicidade nas circunstancias favoráveis, aquele que está livre dos amores mundanos, dos temores e das iras, a esse chama-se um muni de firme discernimento.
Aquele que em toda parte é desapegado - nem jubilosamente excitado ao encontrar o bem, nem perturbado pelo mal-, esse tem sabedoria estabelecida.
Quando o iogue, tal qual a tartaruga ao recolher seus membros, pode retirar totalmente os sentidos dos objetos de percepção, sua sabedoria manifesta a invariabilidade.
O homem que se abstém fisicamente dos objetos dos sentidos descobre que esses objetos sensórios se afastam por algum tempo, deixando apenas o desejo por eles. Mas aquele que contempla o Supremo liberta-se até mesmo dos anseios.
Ó filho de Kunti (Arjuna), os sentidos, excitáveis e ansiosos, forçosamente acabam por apoderar-se da consciência daquele que tem elevado grau de iluminação e que está se empenhando (na libertação).
Aquele que une a Mim seu espírito, tendo subjugado todos os sentidos, permanece concentrado em MIm como o Supremamente Desejável. Torna-se invariável a sabedoria intuitiva do iogue que mantém os sentidos sob controle.
Fixar-se nos objetos dos sentidos produz apego a eles. O apego cria o anseio: o anseio cria a ira. A ira cria a ilusão: a ilusão cria a perda da memória (do Eu). A perda da memória correta produz a degeneração da faculdade do discernimento. À degeneração do discernimento segue-se a aniquilação (da vida espiritual).
O homem que tem autocontrole, mantendo subjugados os sentidos enquanto passeia por entre os objetos materiais, desprovido de atrações e repulsas, alcança inabalável tranquilidade interior.
Na bem-aventurança da alma, todo sofrimento é aniquilado. Sem dúvida, o discernimento do homem bem-aventurado logo se torna firmemente estabelecido (no Eu).
Ao que não está unido (que não está estabelecido no Eu), não pertence a sabedoria: tampouco tem ele a meditação. Para o que não medita, não há serenidade. Como viria a felicidade ao que não tem paz?
Assim como um vendaval desvia um barco de seu curso sobre as águas, também o discernimento da pessoa é desviado do caminho que deveria seguir quando a mente sucumbe aos sentidos errantes.
Ó tu de Braços Poderosos (Arjuna) tem a sabedoria bem estabelecida aquele cuja faculdades sensoriais estão inteiramente subjugadas no que se refere aos objetos dos sentidos.
Aquilo que é noite (de adormecimento) para todas as criaturas é (luminosa) vigília para o homem de autodomínio. E o que é vigília para o homem comum, isso é noite (um tempo adequado a estar adormecido) para o sábio de percepção divina.
Pleno de contentamento é aquele que em seu interior absorve todos os desejos - tal qual o oceano repleto, que continua inamovível (inalterado) pelas águas que nele se derramam-, não aquele que arde em desejos.
Experimenta a paz a pessoa que, abandonando todos os desejos, leva a existência sem anseios e sem identificar com o ego mortal e seu sentido de posse.
Ó Partha (Arjuna), isso é estar "estabelecido em Brahman"! Qualquer pessoa que entre nesse estado nunca será iludida (de novo). Até no próprio momento da transição (do físico para o astral), se a pessoa nele se ancorar, alcançará o estado final e irrevogável de comunhão com o Espírito.
A Yoga do Bhagavadgita - Paramahansa Yogananda
"O Keshava (Krishna), quais são as características do sábio que tem a sabedoria perenemente tranquila e que está mergulhado em Samadhi?(êxtase)? como fala, senta-se e caminha esse homem de sabedoria inaterável?
O Senhor Bem-aventurado respondeu;
Ó Partha (Arjuna), quando um homem abandona por completo todos os desejos da mente e, por meio do Eu, contenta-se inteiramente no Eu, considera-se que ele é alguém estabelecido em sabedoria!
Aquele cuja consciência não é abalada pela angústia nas aflições nem pelo apego à felicidade nas circunstancias favoráveis, aquele que está livre dos amores mundanos, dos temores e das iras, a esse chama-se um muni de firme discernimento.
Aquele que em toda parte é desapegado - nem jubilosamente excitado ao encontrar o bem, nem perturbado pelo mal-, esse tem sabedoria estabelecida.
Quando o iogue, tal qual a tartaruga ao recolher seus membros, pode retirar totalmente os sentidos dos objetos de percepção, sua sabedoria manifesta a invariabilidade.
O homem que se abstém fisicamente dos objetos dos sentidos descobre que esses objetos sensórios se afastam por algum tempo, deixando apenas o desejo por eles. Mas aquele que contempla o Supremo liberta-se até mesmo dos anseios.
Ó filho de Kunti (Arjuna), os sentidos, excitáveis e ansiosos, forçosamente acabam por apoderar-se da consciência daquele que tem elevado grau de iluminação e que está se empenhando (na libertação).
Aquele que une a Mim seu espírito, tendo subjugado todos os sentidos, permanece concentrado em MIm como o Supremamente Desejável. Torna-se invariável a sabedoria intuitiva do iogue que mantém os sentidos sob controle.
Fixar-se nos objetos dos sentidos produz apego a eles. O apego cria o anseio: o anseio cria a ira. A ira cria a ilusão: a ilusão cria a perda da memória (do Eu). A perda da memória correta produz a degeneração da faculdade do discernimento. À degeneração do discernimento segue-se a aniquilação (da vida espiritual).
O homem que tem autocontrole, mantendo subjugados os sentidos enquanto passeia por entre os objetos materiais, desprovido de atrações e repulsas, alcança inabalável tranquilidade interior.
Na bem-aventurança da alma, todo sofrimento é aniquilado. Sem dúvida, o discernimento do homem bem-aventurado logo se torna firmemente estabelecido (no Eu).
Ao que não está unido (que não está estabelecido no Eu), não pertence a sabedoria: tampouco tem ele a meditação. Para o que não medita, não há serenidade. Como viria a felicidade ao que não tem paz?
Assim como um vendaval desvia um barco de seu curso sobre as águas, também o discernimento da pessoa é desviado do caminho que deveria seguir quando a mente sucumbe aos sentidos errantes.
Ó tu de Braços Poderosos (Arjuna) tem a sabedoria bem estabelecida aquele cuja faculdades sensoriais estão inteiramente subjugadas no que se refere aos objetos dos sentidos.
Aquilo que é noite (de adormecimento) para todas as criaturas é (luminosa) vigília para o homem de autodomínio. E o que é vigília para o homem comum, isso é noite (um tempo adequado a estar adormecido) para o sábio de percepção divina.
Pleno de contentamento é aquele que em seu interior absorve todos os desejos - tal qual o oceano repleto, que continua inamovível (inalterado) pelas águas que nele se derramam-, não aquele que arde em desejos.
Experimenta a paz a pessoa que, abandonando todos os desejos, leva a existência sem anseios e sem identificar com o ego mortal e seu sentido de posse.
Ó Partha (Arjuna), isso é estar "estabelecido em Brahman"! Qualquer pessoa que entre nesse estado nunca será iludida (de novo). Até no próprio momento da transição (do físico para o astral), se a pessoa nele se ancorar, alcançará o estado final e irrevogável de comunhão com o Espírito.
A Yoga do Bhagavadgita - Paramahansa Yogananda
Assinar:
Postagens (Atom)