" Esta é nossa jornada, a jornada da humanidade e, embora cheia de asperezas e gravetos de incompreensão e ignorância, mesmo assim é uma bela jornada na direção de uma reunião com o Deus de nosso coração. É, de fato, uma jornada para conhecermos a nós mesmos, pois é apenas de nós mesmos que podemos obter a verdadeira paz e a verdadeira alegria.
Se estamos infelizes, isso vem apenas de dentro de nós. Inversamente, se estamos alegres, isso também vem de dentro de nós. Que bem maior podemos fazer do que aprender os caminhos de Deus, aquele hálito de vida que inspira todos os momentos e que nos dá vida? Essa centelha de vida interior vem de nossa respiração e contém tudo de que necessitamos para termos uma vida plena. As necessidades calmas, quietas e doces da voz sutil que vem de dentro estão agora mais fortes do que nunca em nosso mundo.
A busca da humanidade continua a se definir e, entre muitas pessoas, há uma percepção de que existe muito mais na vida do que o nosso ambiente externo. A jornada para encontrar o crescimento interno começou e as grandes perguntas e suas respostas cabem a nós, buscadores.Movidos pela consciência, a voz de eu-mesmo, calmo e inabalável, permanecerá forte e impassível como nosso guia.
Com uma olhadela nessa beleza interna através da comunhão com o eu-mesmo, a escuridão vai se dissipar e uma luz maior vai ser divisada. Com esse esforço, voce vai encontrar outros com mentes afins que têm braços fortes em que se pode apoiar para ter suporte e orientação. Como quando as palavras "Conhece-te a ti mesmo" foram escritas pela primeira vez na antiga Grécia, as Escolas de Mistérios estão vivas e abertas como uma avenida para que possamos encontrar compreensão espiritual e mística.
Seus olhos são os olhos do observador e, à medida que voce realiza a sua jornada para dentro, é a alma humana que vai se tornar mais clara como algo que inspira admiração.
A mão do Arquiteto do tempo está ausente ali. A idade vai ser substituida pela sabedoria; as trevas serão substituidas pela compreensão. Em face à adversidade, palavras de inspiração vão cumprimentá-lo.
Somos buscadores, todos nós, e estamos agora no Potal do Templo guiados pela doce voz da consciência. Assim como os sábios de outrora, também estamos construindo um templo gradioso e belo para outros seguirem.
Que possamos andar de mãos dadas, com graça e com pensamentos amorosos, e apresentar ao mundo aquele eterno pedido que leva ao autodomínio "Conhece-te a ti mesmo"."
Trecho da revista O Rosacruz
RHEBECKA SOUZA
Somos seres com alma de borboleta, plena de beleza e harmonia, habitando num corpo onde as emoções e desejos, numa espécie de casulo nos aprisionam nos corpos físico, emocional, mental e espiritual, até que a compreensão e a consciência nos eleve ao que somos verdadeiramente, seres de luz.
terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
O SONS DO CORPO
Tudo na vida é impermanente. Vivenciei por estes dias essa possibilidade com o infarto sofrido por alguém da minha familia, foi um turbilhão de medos, espectativas que mais uma vez parei para refletir.
Sentada na UTI cardiológica, observando o monitor, fios, respiração difícil, o andar silencioso dos profissionais
em atendimento, fiquei pensando no "som" do universo que segundo tenho lido, o mundo foi criado a partir da vibração cósmica do OMe que essa vibração tudo permeia, inclusive nossos corpos vibram nessa diapasão, ou seja cada órgão do nosso corpo vibra de forma psíquica em harmonia com o universo.
O estudo dos centros psíquicos remonta as antigas sociedades secretas cujo acesso até poucas pessoas têem acesso, é sabido que os Êssenios curavam entoando determinados grupos vocálicos ou mantras nos órgaõs das pessoas que buscavam ajuda para cura dos males do corpo, equilibrando não só físico como a alma.
Cada órgão do corpo tem a sua vibração psíquica, que para alguns estão relacionadas aos chakras. A frequencia vibracional desses centros pode mudar o efeito de emoções internas ou externas. Quando há um desequilibrio na vibração, o corpo adoece.
Na era do primitivismo essa percepção era mais aguçada, o homem podia "ouvir" ultra sons, "pressentimentos" de cataclismos, chamados por instintos. Com a "evolução" fomos ficando como que separados: a mente, a emoção, o espírito, o corpo, cada um "falando" sua própria liguagem sem chegar a um equilíbrio.
Foi o que aconteceu ao meu familiar: o coração (contrapartida psíquica do timo) foi o limite para o que a mente queria, a emoção sentia (resultado de alimentação inadequada, afetando pâncreas, baço, fígado rins etc mais desejos, frustações, mágoas, expectativas) efetuando uma "parada" para que a compreensão de novos rumos se instale, sem a necessidade de trazer tanto sofrimento para o corpo e para os que estão a sua volta.
Saindo do hospital me deparo com o "som" do mundo: engarrafamento, carros buzinando, a pressa das pessoas para ir a lugar nenhum, e eu com meus "botões": De que forma as pessoas encontrarão tempo para "ouvir" o som dos seus corpos? eu tenho escutado.
Sentada na UTI cardiológica, observando o monitor, fios, respiração difícil, o andar silencioso dos profissionais
em atendimento, fiquei pensando no "som" do universo que segundo tenho lido, o mundo foi criado a partir da vibração cósmica do OMe que essa vibração tudo permeia, inclusive nossos corpos vibram nessa diapasão, ou seja cada órgão do nosso corpo vibra de forma psíquica em harmonia com o universo.
O estudo dos centros psíquicos remonta as antigas sociedades secretas cujo acesso até poucas pessoas têem acesso, é sabido que os Êssenios curavam entoando determinados grupos vocálicos ou mantras nos órgaõs das pessoas que buscavam ajuda para cura dos males do corpo, equilibrando não só físico como a alma.
Cada órgão do corpo tem a sua vibração psíquica, que para alguns estão relacionadas aos chakras. A frequencia vibracional desses centros pode mudar o efeito de emoções internas ou externas. Quando há um desequilibrio na vibração, o corpo adoece.
Na era do primitivismo essa percepção era mais aguçada, o homem podia "ouvir" ultra sons, "pressentimentos" de cataclismos, chamados por instintos. Com a "evolução" fomos ficando como que separados: a mente, a emoção, o espírito, o corpo, cada um "falando" sua própria liguagem sem chegar a um equilíbrio.
Foi o que aconteceu ao meu familiar: o coração (contrapartida psíquica do timo) foi o limite para o que a mente queria, a emoção sentia (resultado de alimentação inadequada, afetando pâncreas, baço, fígado rins etc mais desejos, frustações, mágoas, expectativas) efetuando uma "parada" para que a compreensão de novos rumos se instale, sem a necessidade de trazer tanto sofrimento para o corpo e para os que estão a sua volta.
Saindo do hospital me deparo com o "som" do mundo: engarrafamento, carros buzinando, a pressa das pessoas para ir a lugar nenhum, e eu com meus "botões": De que forma as pessoas encontrarão tempo para "ouvir" o som dos seus corpos? eu tenho escutado.
segunda-feira, 26 de março de 2012
O SILÊNCIO E O DESPERTAR PSÍQUICO
" O silêncio deve ser a lei do homem em qualquer circunstância e, naturalmente, em primeiro lugar, a lei do iniciado".
" Mas o caminho da iniciação é, sobretudo, uma rude escola de paciência.
Quando a energia psíquica é despertada e começa a desabrochar, somos capazes de mergulhar naturalmente em meditação.
Nesses estados cada vez mais profundos, nos tornamos conscientes da verdade - nossa própria natureza verdadeira. Foi para essa experiência que nascemos. Como ser humano, nossa obrigação mais elevada é a de conhecer nosso verdadeiro Ser, a grandiosidade de nosso próprio Ser, e viver nesse estado.
Com o despertar psíquico, o poder da energia divina diminui os efeitos negativos de tendências e hábitos antigos, cujo controle sobre nós diminui à medida que o autocontrole aumenta. Descobre-se um reservatório de força e virtudes. Nutrida pela prática espiritual, a energia gradualmente se desenvolve dentro de nós, revelando os mistérios do mundo interior, enquanto traz clareza à nossa vida externa. Nossa mente se torna mais calma e com melhor capacidade de foco. A serenidade do Ser começa a infiltrar-se em nossa vida diária. Então, o amor, a energia e o bem-estar que experimentamos também elevam aqueles ao nosso redor.
Existe um lugar dentro do coração aonde podemos ir, e a prática da meditação é a forma mais direta de buscar esse espaço e trazer o silêncio para a mente. Enquanto estamos no domínio da palavra, estamos envolvidos nos significados limitados, nas emoções limitadas e nas experiências limitadas. No silêncio encontramos infinitude. O silêncio é a linguagem de Deus, ele é tanto uma prática como um estado. Quando a mente está em paz, existe grande sabedoria.
O silêncio é a raiz da consciência e sua glória é ilimitada - nada é tão poderoso. O silêncio é a religião mais elevada e um símbolo da verdade eterna, é a verdadeira luz. Está constantemente presente em todos os sons, em todos nós, em tudo. O profundo silêncio está sempre no presente, sem flutuações, sem estar preso no passado e no futuro. O silencio sempre é. O silêncio é Deus, que é sem forma e sem qualidades. Desse silêncio supremo e imutável irrompe a energia divina, que cria a partir de Seu próprio ser este mundo múltiplo preenchido por diferentes objetos. À medida que o silêncio se torna multiplicidade, Ele toma formas diferentes, que brincam na manifestação gloriosa do mundo.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinha de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. No silêncio, entendemos que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro de nós, e não a partir do outro. Ao perceber-mos isso, nos tornamos menos críticos e mais compreensivos quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
Ao explicar a virtude das pausas, o maestro do coro de uma catedral disse: "A música e as palavras podem ser muito mais belas e significativas quando têm tempo para ressoar no interior da alma"
Texto da revista O Rosacruz
" Mas o caminho da iniciação é, sobretudo, uma rude escola de paciência.
Quando a energia psíquica é despertada e começa a desabrochar, somos capazes de mergulhar naturalmente em meditação.
Nesses estados cada vez mais profundos, nos tornamos conscientes da verdade - nossa própria natureza verdadeira. Foi para essa experiência que nascemos. Como ser humano, nossa obrigação mais elevada é a de conhecer nosso verdadeiro Ser, a grandiosidade de nosso próprio Ser, e viver nesse estado.
Com o despertar psíquico, o poder da energia divina diminui os efeitos negativos de tendências e hábitos antigos, cujo controle sobre nós diminui à medida que o autocontrole aumenta. Descobre-se um reservatório de força e virtudes. Nutrida pela prática espiritual, a energia gradualmente se desenvolve dentro de nós, revelando os mistérios do mundo interior, enquanto traz clareza à nossa vida externa. Nossa mente se torna mais calma e com melhor capacidade de foco. A serenidade do Ser começa a infiltrar-se em nossa vida diária. Então, o amor, a energia e o bem-estar que experimentamos também elevam aqueles ao nosso redor.
Existe um lugar dentro do coração aonde podemos ir, e a prática da meditação é a forma mais direta de buscar esse espaço e trazer o silêncio para a mente. Enquanto estamos no domínio da palavra, estamos envolvidos nos significados limitados, nas emoções limitadas e nas experiências limitadas. No silêncio encontramos infinitude. O silêncio é a linguagem de Deus, ele é tanto uma prática como um estado. Quando a mente está em paz, existe grande sabedoria.
O silêncio é a raiz da consciência e sua glória é ilimitada - nada é tão poderoso. O silêncio é a religião mais elevada e um símbolo da verdade eterna, é a verdadeira luz. Está constantemente presente em todos os sons, em todos nós, em tudo. O profundo silêncio está sempre no presente, sem flutuações, sem estar preso no passado e no futuro. O silencio sempre é. O silêncio é Deus, que é sem forma e sem qualidades. Desse silêncio supremo e imutável irrompe a energia divina, que cria a partir de Seu próprio ser este mundo múltiplo preenchido por diferentes objetos. À medida que o silêncio se torna multiplicidade, Ele toma formas diferentes, que brincam na manifestação gloriosa do mundo.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinha de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. No silêncio, entendemos que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro de nós, e não a partir do outro. Ao perceber-mos isso, nos tornamos menos críticos e mais compreensivos quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
Ao explicar a virtude das pausas, o maestro do coro de uma catedral disse: "A música e as palavras podem ser muito mais belas e significativas quando têm tempo para ressoar no interior da alma"
Texto da revista O Rosacruz
domingo, 11 de março de 2012
DA APLICAÇÃO
"Como os dias que passarm se foram para sempre, e os dias futuros poderão não chegar a ti no estado presente de teu ser, cabe a ti, ó homem! fazer uso do estado presente sem lamentar a perda do que já passou e sem depender demais do que ainda virá; pois nada podes saber de teus futuros estados, exceto o que tuas ações de agora disponham para eles.
Este momento é teu; o momento seguinte encontra-se no ventre do futuro e não sabes o que te pode trazer; a maturidade do que não nasceu está na observância da Lei.
Cada estado futuro é aquilo que crias no presente.
Tudo que decidires fazer, realiza-o imediatamente. Não deixes para a tarde o que puderes realizar pela manhã.
A indolência é a mãe da carência e da dor; mas o trabalho belo Bem gera prazer.
A mão da diligência derrota a necessidade; a prosperidade e o sucesso acompanham o homem industrioso.
Quem é aquele que adquiriu riqueza, que elevou-se ao poder, ataviou-se com honras, de quem toda a cidade fala com louvor e que se coloca diante do rei em seu Conselho? Somente aquele que expulsou a indolência de sua casa e disse "Ociosidade, és minha inimiga".
Ele cedo deixa o leito e tarde se recolhe; exercita a mente pela contemplação, ocorpo pela ação e preserva a saúde de ambos.
O homem ocioso é uma carga para si próprio, as horas lhe pesam na cabeça; ele perambula e não sabe o que fazer.
Seus dias passam como a sombra de uma nuvem; ele não deixa nenhum sinal que o recorde.
Seu corpo adoece por falta de exercício e, embora deseje agir, não tem poder para mover-se; sua mente está obscurecida; seus pensamentos, confusos; ele aspira pelo conhecimento, mas não tem diligência.
Gostaria de comer a amêndoa, mas detesta o trabalho de quebrar a casca.
Sua casa está em desordem, seus servos desperdiçam e tumultuam, e ele caminha para a ruina; vê tudo isto com seus olhos, ouve com seus ouvidos, sacode a cabeça e deseja, mas não tem resolução; e assim a ruína cairá sobre ele como um turbilhão, e a vergonha e o arrependimento descerão com ele ao túmulo.
Contudo, chegará o dia em que tua Alma retornará dos Céus, juntará o pó e o animará"
Do Livro "A Vós Confio" publicado GLP
Este momento é teu; o momento seguinte encontra-se no ventre do futuro e não sabes o que te pode trazer; a maturidade do que não nasceu está na observância da Lei.
Cada estado futuro é aquilo que crias no presente.
Tudo que decidires fazer, realiza-o imediatamente. Não deixes para a tarde o que puderes realizar pela manhã.
A indolência é a mãe da carência e da dor; mas o trabalho belo Bem gera prazer.
A mão da diligência derrota a necessidade; a prosperidade e o sucesso acompanham o homem industrioso.
Quem é aquele que adquiriu riqueza, que elevou-se ao poder, ataviou-se com honras, de quem toda a cidade fala com louvor e que se coloca diante do rei em seu Conselho? Somente aquele que expulsou a indolência de sua casa e disse "Ociosidade, és minha inimiga".
Ele cedo deixa o leito e tarde se recolhe; exercita a mente pela contemplação, ocorpo pela ação e preserva a saúde de ambos.
O homem ocioso é uma carga para si próprio, as horas lhe pesam na cabeça; ele perambula e não sabe o que fazer.
Seus dias passam como a sombra de uma nuvem; ele não deixa nenhum sinal que o recorde.
Seu corpo adoece por falta de exercício e, embora deseje agir, não tem poder para mover-se; sua mente está obscurecida; seus pensamentos, confusos; ele aspira pelo conhecimento, mas não tem diligência.
Gostaria de comer a amêndoa, mas detesta o trabalho de quebrar a casca.
Sua casa está em desordem, seus servos desperdiçam e tumultuam, e ele caminha para a ruina; vê tudo isto com seus olhos, ouve com seus ouvidos, sacode a cabeça e deseja, mas não tem resolução; e assim a ruína cairá sobre ele como um turbilhão, e a vergonha e o arrependimento descerão com ele ao túmulo.
Contudo, chegará o dia em que tua Alma retornará dos Céus, juntará o pó e o animará"
Do Livro "A Vós Confio" publicado GLP
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