RHEBECKA SOUZA

Somos seres com alma de borboleta, plena de beleza e harmonia, habitando num corpo onde as emoções e desejos, numa espécie de casulo nos aprisionam nos corpos físico, emocional, mental e espiritual, até que a compreensão e a consciência nos eleve ao que somos verdadeiramente, seres de luz.


segunda-feira, 26 de março de 2012

O SILÊNCIO E O DESPERTAR PSÍQUICO

" O silêncio deve ser a lei do homem em qualquer circunstância e, naturalmente, em primeiro lugar, a lei do iniciado".
" Mas o caminho da iniciação é, sobretudo, uma rude escola de paciência.
Quando a energia psíquica é despertada e começa a desabrochar, somos capazes de mergulhar naturalmente em meditação.
Nesses estados cada vez mais profundos, nos tornamos conscientes da verdade - nossa própria natureza verdadeira. Foi para essa experiência que nascemos. Como ser humano, nossa obrigação mais elevada é a de conhecer nosso verdadeiro Ser, a grandiosidade de nosso próprio Ser, e viver nesse estado.
Com o despertar psíquico, o poder da energia divina diminui os efeitos negativos de tendências e hábitos antigos, cujo controle sobre nós diminui à medida que o autocontrole aumenta. Descobre-se um reservatório de força e virtudes. Nutrida pela prática espiritual, a energia gradualmente se desenvolve dentro de nós, revelando os mistérios do mundo interior, enquanto traz clareza à nossa vida externa. Nossa mente se torna mais calma e com melhor capacidade de foco. A serenidade do Ser começa a infiltrar-se em nossa vida diária. Então, o amor, a energia e o bem-estar que experimentamos também elevam aqueles ao nosso redor.
Existe um lugar dentro do coração aonde podemos ir, e a prática da meditação é a forma mais direta de buscar esse espaço e trazer o silêncio para a mente. Enquanto estamos no domínio da palavra, estamos envolvidos nos significados limitados, nas emoções limitadas e nas experiências limitadas. No silêncio encontramos infinitude. O silêncio é a linguagem de Deus, ele é tanto uma prática como um estado. Quando a mente está em paz, existe grande sabedoria.
O silêncio é a raiz da consciência e sua glória é ilimitada - nada é tão poderoso. O silêncio é a religião mais elevada e um símbolo da verdade eterna, é a verdadeira luz. Está constantemente presente em todos os sons, em todos nós, em tudo. O profundo silêncio está sempre no presente, sem flutuações, sem estar preso no passado e no futuro. O silencio sempre é. O silêncio é Deus, que é sem forma e sem qualidades. Desse silêncio supremo e imutável irrompe a energia divina, que cria a partir de Seu próprio ser este mundo múltiplo preenchido por diferentes objetos. À medida que o silêncio se torna multiplicidade, Ele toma formas diferentes, que brincam na manifestação gloriosa do mundo.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinha de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. No silêncio, entendemos que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro de nós, e não a partir do outro. Ao perceber-mos isso, nos tornamos menos críticos e mais compreensivos quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
Ao explicar a virtude das pausas, o maestro do coro de uma catedral disse: "A música e as palavras podem ser muito mais belas e significativas quando têm tempo para ressoar no interior da alma"
Texto da revista O Rosacruz

domingo, 11 de março de 2012

DA APLICAÇÃO

"Como os dias que passarm se foram para sempre, e os dias futuros poderão não chegar a ti no estado presente de teu ser, cabe a ti, ó homem! fazer uso do estado presente sem lamentar a perda do que já passou e sem depender demais do que ainda virá; pois nada podes saber de teus futuros estados, exceto o que tuas ações de agora disponham para eles.
Este momento é teu; o momento seguinte encontra-se no ventre do futuro e não sabes o que te pode trazer; a maturidade do que não nasceu está na observância da Lei.
Cada estado futuro é aquilo que crias no presente.
Tudo que decidires fazer, realiza-o imediatamente. Não deixes para a tarde o que puderes realizar pela manhã.
A indolência é a mãe da carência e da dor; mas o trabalho belo Bem gera prazer.
A mão da diligência derrota a necessidade; a prosperidade e o sucesso acompanham o homem industrioso.
Quem é aquele que adquiriu riqueza, que elevou-se ao poder, ataviou-se com honras, de quem toda a cidade fala com louvor e que se coloca diante do rei em seu Conselho? Somente aquele que expulsou a indolência de sua casa e disse "Ociosidade, és minha inimiga".
Ele cedo deixa o leito e tarde se recolhe; exercita a mente pela contemplação, ocorpo pela ação e preserva a saúde de ambos.
O homem ocioso é uma carga para si próprio, as horas lhe pesam na cabeça; ele perambula e não sabe o que fazer.
Seus dias passam como a sombra de uma nuvem; ele não deixa nenhum sinal que o recorde.
Seu corpo adoece por falta de exercício e, embora deseje agir, não tem poder para mover-se; sua mente está obscurecida; seus pensamentos, confusos; ele aspira pelo conhecimento, mas não tem diligência.
Gostaria de comer a amêndoa, mas detesta o trabalho de quebrar a casca.
Sua casa está em desordem, seus servos desperdiçam e tumultuam, e ele caminha para a ruina; vê tudo isto com seus olhos, ouve com seus ouvidos, sacode a cabeça e deseja, mas não tem resolução; e assim a ruína cairá sobre ele como um turbilhão, e a vergonha e o arrependimento descerão com ele ao túmulo.
Contudo, chegará o dia em que tua Alma retornará dos Céus, juntará o pó e o animará"
Do Livro "A Vós Confio" publicado GLP