RHEBECKA SOUZA

Somos seres com alma de borboleta, plena de beleza e harmonia, habitando num corpo onde as emoções e desejos, numa espécie de casulo nos aprisionam nos corpos físico, emocional, mental e espiritual, até que a compreensão e a consciência nos eleve ao que somos verdadeiramente, seres de luz.


sábado, 22 de dezembro de 2012

O QUE É UM MILAGRE?

" Podemos defini-lo de várias maneiras: algo que vai contra as leis da natureza, intercessão em momentos de drise profunda, curas e visões, encontros impossíveis, intervenção no momento de enfrentar a Indesejada das Gentes.
Todas essas definições são verdadeiras. Mas o milagre vai além disso: é aquilo que de repente enche nossos corações de Amor. Quando isso acontece, sentimos uma profunda reverência pela graça que Deus nos concedeu.
Portanto, Senhor, o milagre nosso de cada dia nos dai hoje.
Mesmo que não sejamos capazes de notá-lo, porque nossa mente parece estar concentrada em grandes feitos e conquistas. Mesmo que estejamos ocupados demais com nosso cotidiano para saber como o nosso caminho foi alterado por ele.
Que, quando estivermos sós e deprimidos, tenhamos os olhos abertos para a vida que nos cerca: a flor nascendo, as estrelas se movendo nos céus, o canto distante do pássaro ou a voz próxima da criança.
Que possamos entender que existem certas coisas tão importantes que é necessário descobri-las sem a ajuda de ninguém. E que nesse momento não nos sintamos desamparados: estamos sendo acompanhados por Vós e estais pronto a interferir se nosso pé se aproximar perigosamente do abismo.
Que possamos seguir adiante apesar de todo o medo, e aceitar o inexplicável apesar de nossa necessidade de tudo explicar e conhecer.
Que compreendamos que a força do Amor reside em suas contradições. E que o Amor é preservado porque muda, e não porque permanece estável e sem desafios.
E que, cada vez que virmos o humilde ser exaltado e o arrogante ser humilhado, possamos também ver aí o milagre.
Que, quando nossas pernas estiverem cansadas, possamos caminhar com a força que existe em nosso coração. Que, quando nosso coração estiver cansado, possamos mesmo assim seguir adiante com a força da Fé.
Que possamos ver em cada grão de areia do deserto a manifestação do milagre da diferença, e isso nos encorajará a nos aceitarmos como somos. Porque, assim como não existem dois grãos de areia iguais em todo o mundo, tampouco existem dois seres humanos que pensam e agem da mesma maneira.
Que possamos ter humildade na hora de receber e alegria no momento de dar.
Que possamos entender que a sabedoria não está nas respostas que recebemos, mas no mistério das perguntas que enriquecem nossa vida.
Que jamais fiquemos presos às coisas que julgamos conhecer - porque na verdade pouco sabemos do Destino. Mas que isso nos leve a agir de maneira impecável, utilizando quatro virtudes que devem ser conservadas: ousadia, elegância, amor e amizade.
Senhor, o milagre nosso de cada dia nos dai hoje.
Assim como vários caminhos levam ao topo da montanha, existem muitos caminhos para que possamos atingir nosso objetivo. Que possamos reconhecer o único que merece ser percorrido: aquele onde o Amor se manifesta.
Que antes de despertar o amor nos outros, possamos acordar o Amor que dorme dentro de nós mesmos. Só assim poderemos atrair o afeto, o entusiasmo, o respeito.
Que saibamos distinguir entre as lutas que são nossas, as lutas para as quais estamos sendo empurrados contra a nossa vontade e as lutas que não podemos evitar porque o destino as colocou em nosso caminho.
Que nossos olhos se abram e possamos ver que nunca vivemos dois dias iguais. Cada um trouxe um milagre diferente, que fez com que continuássemos respirando, sonhando e caminhando debaixo do sol.
Que nossos ouvidos também se abram para escutar as palavras certas que surgem de repente da boca de nossos semelhantes - embora não tenhamos pedido nenhum conselho e nenhum deles saiba o que se passa em nossa alma naquele momento.
E que, quando abrirmos a boca, possamos não apenas falar a língua dos homens, mas também  a língua dos anjos, e dizer: " Os milagres não são coisas que ocorrem contra as leis da natureza; nós pensamos dessa maneira porque na verdade não conhecemos as leis da natureza".
E que, no momento em que conseguirmos isso, possamos então abaixar a cabeça em respeito, dizendo: " Eu estava cego e consegui ver. Eu estava mudo e consegui falar. Eu estava surdo e consegui ouvir. Porque as maravilhas de Deus se operaram dentro de mim, e tudo o que eu julgava perdido retornou".
Porque assim operam os milagres.
Eles rasgam os véus e mudam tudo, mas não nos deixam enxergar o que existe além dos véus.
Eles nos fazem escapar ilesos do vale das sombras e da morte, mas não dizem por que caminho nos conduziram até as montanhas de alegria e luz.
Eles abrem portas que estavam fechadas com cadeados impossíveis de romper, mas não usam nenhuma chave.
Eles cercam os sóis com planetas para que não se sintam isolados no Universo e impedem que os planetas se aproximem demais para que não sejam devoradas pelos sóis.
Eles transformam o trigo em pão através do trabalho, a uva em vinho através da paciência e a morte em vida através da ressurreição dos sonhos.
Portanto, Senhor, dai-nos hoje o milagre nosso de cada dia.
E perdoai-nos se não somos capazes de reconhecê-lo sempre.  

sábado, 8 de dezembro de 2012

CONHECIMENTO, SABEDORIA E PAZ

" amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo teu entendimento, e de todas as tuas forças" Talvez essa misteriosa passagem possa ser explicada pela visão que os essênios tinham da relação do homem com o Criador.
Segundo a perspectivas deles, somos uma coisa só com o nosso Pai no céu. "Ao lado do rio, está a sagrada Árvore da Vida. Ali reside o meu Pai, e a minha casa está nele. O Pai Celestial e eu somos Um". Dentro de cada pessoa deste mundo, vive uma centelha divina da criação e do Criador. Essa compreensão, pois, torna-se o grande desafio para o nosso mistério.
Para concentrar a oração, temos de amar o próprio princípio criativo da vida, o nosso Criador, com todo o coração, alma, mente e força. Pois, se somos um com o Pai que está no céu, assim fazendo, amamos a nós mesmos. Por meio desses quatro pontos específicos, sabemos como respeitar o amor que os essênios chamavam de "fonte de todas as coisas". O segredo consiste em que, apenas na presença desse amor pode-se encontrar o tipo de paz que recompensa o trabalho da nossa oração. Essas palavras já foram proferidas. O que significam elas precisamente? O que significa amar dessa maneira? Como podemos amar com todo o coração, alma, mente e força?
O código perdido dos essênios mostra como essa paz pode ser alcançada.
É por meio do corpo, do coração e da mente que vivemos os pensamentos, sentimentos e emoções. Embora tenhamos pouco controle sobre as nossas percepções, é por meio da ligação com essas percepções que podemos escolher a qualidade da nossa experiência. A última parte do código, baseada na lógica e na emoção, talvez seja a peça final da nossa busca pela unificação das nossas orações. "Conhece essa paz com a tua mente, Deseja essa paz com o teu coração, Preenche essa paz com o teu corpo".
Por meio da lógica da mente, temos de saber que a paz é verdadeira.
Temos de prová-lo a nós mesmos, demonstrando a viabilidade da paz em nossa vida e no mundo. Por meio da força do coração, temos então de desejar essa paz em tudo o que vivemos. A paz já existe no mundo. Somos desafiados a procurá-la, encontrá-la até nos lugares onde aparentemente ela não existe. É por meio do corpo que expressamos a nossa mente e o nosso coração. Escolhemos que ações oferecer ao mundo. Essa passagem nos diz para deixarmos que as ações reflitam exteriormente as escolhas já feitas interiormente.
Desse modo, os essênios nos desafiam a criar uma espécie de código de conduta. Embora outros possam escolher ações que neguem a vida, neles mesmos ou nos outros, por meio dessas palavras podemos nos manter num padrão mais elevado. Somos estimulados a criar a paz em todos esses elementos, para chegar ao amor que traz unidade às nossas ações"
Gregg Braden - Livro O Efeito Isaías

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O QUE MAIS SOFREMOS

" Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença. É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz. É a magoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez. É revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria. É o orgulho ferido.
Não é a tentação.É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflições que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.
Chico Xavier

domingo, 2 de dezembro de 2012

UM DESPERTAR EM NOSSA CONSCIÊNCIA COLETIVA

" Não sabemos com certeza o que realmente ocorrerá amanhã, ainda mais com o que acontecerá por todo planeta nos próximos anos. O que sabemos é como:
. Ler o conteúdo de nosso próprio coração e mente.
. Discernir nos olhos de cada pessoa uma capacidade não diminuída para a compaixão.
. Prestar atenção à nossa persistente capacidade de falar a verdade diante de manipulação sem precedentes.
. Cultivar o perdão daqueles que nos magoaram ou procuraram sufocar nossos sonhos.
Podemos também notar que aqueles que são mais amorosos e conciliadores não tentam forçar sua verdade sobre nós e aprenderam a expressá-la de maneiras que ainda permitam que a verdade dos outros seja ouvida e sentida.
Podemos ver em nossa experiência diária que há, de fato, muitas pessoas que carregam consigo uma magnanimidade e uma energia vital elevada, que convida à tolerância, ao espaço para as diferenças e a uma capacidade de se sentir confortável com a ambiguidade. Quando olhamos bem de perto, encontramos uma história se desenrolando dentro da própria consciência, que está sutilmente tomando forma e transformando nosso mundo de dentro para fora.
Deste lugar interior, como um grande sistema radicular crescendo invisivelmente sob a superfície, você e muitos outros estão tendo uma experiência sensorial poderosa de muito mais amor presente no mundo do que é refletido pela mídia ou instituições dominantes. Você está começando a saber, de um modo experimental, básico, que o amor está no coração da evolução e é a fonte de cura. Amor é uma força evolutiva, porque é o ancestral da criação. Vivemos em um tempo em que muitas pessoas estão descobrindo que o paradigma materialista, com todas suas maravilhosas atrações e distrações, ainda é incapaz de alimentar o mais fundamental anseio humano por apoio e relacionamento. Agora, os assim chamados de pragmáticos e realistas de coração duro, provavelmente estão achando essas noções uma bobagem. Familiarizados com seus argumentos, não temos de discutir com eles.
O fenômeno que estamos discutindo não é um oposto ideológico ao status quo; deve ser entendido mais precisamente como uma aceleração no centro de nosso ser - uma aceleração menos suscetível ao temor da excitação, não condicionada pelas gratificações da vantagem competitiva, mas estimulada pela experiência da totalidade, da unidade e da interconexão. É o que filósofos e teólogos chamam de emergência da consciência não dual.
Em décadas recentes, vem surgindo uma ciência que apoia a força e o poder dessa realidade interna generosa e amorosa. O perdão, ela nos diz, é saudável. A raiva, o ressentimento e o isolamento apertam o coração e criam estresse e depressão. Viveremos mais e mais saudavelmente se tivermos laços profundos com as pessoas amadas. Meditação, serviço altruísta e gratidão são fontes profundas de bem-estar. As atitudes positivas nos ajudam a superar a perda e o trauma. Prosperamos com a afirmação, o reconhecimento e o respeito. Florescemos quando somos apreciados e encorajados. Aprendemos que temos a capacidade de extraordinária inteligência emocional e que nossa capacidade de destampar a fonte da criatividade é enormemente aumentada quando somos apoiados e aceitos e sentimos a presença do amor em nosso coração. A cura ainda é um processo misterioso, mas a evidência sugere que a doença pode, algumas vezes, ser detida, quando a aflição psicológica é superada. Muitos ciclos de abuso podem ser transformados quando liberamos os poderes resilientes do amor e da compaixão e deixamos ir o medo, a culpa, a vergonha, o remorso e a tendência compulsiva para a vingança punitiva.
Embora eu tenha visto níveis dolorosos de crueldade e indiferença, também vi sobreviventes de tortura, opressão e genocídio demonstrarem capacidades luminosas para a reconciliação e a transformação. Vi perpetradores e vítimas perdoarem e reafirmarem sua humanidade em comum.
Vi a natureza indômita do espírito humano testada por tudo o que o ódio patológico pode liberar, contudo elevar-se para encontrar um plano superior.
Esse é o triunfo da realidade sobre a ilusão e o triunfo da razão mais elevada sobre estreito autointeresse. Esse é o caminho que temos adiante."
JAMES O'DEA