RHEBECKA SOUZA

Somos seres com alma de borboleta, plena de beleza e harmonia, habitando num corpo onde as emoções e desejos, numa espécie de casulo nos aprisionam nos corpos físico, emocional, mental e espiritual, até que a compreensão e a consciência nos eleve ao que somos verdadeiramente, seres de luz.


domingo, 26 de junho de 2011

UMA NOVA ORDEM

Uma palavra usada desde o início do mundo. Com essa bandeira povos foram e são subjugados; ao longo dos séculos representou o exercício do domínio, o" forte" sobre o "fraco", alguém ordena e o outro finge que obedece. É assim nas relações profissionais, no comércio, nas famílias, quem viveu sob o jugo da ordem muitas vezes confundida como disciplina continua o ciclo: a raiva para esconder o medo e o medo para esconder a raiva onde o corpo retém essas emoções, até a explosão em doenças, violência.
Lembro da minha infância e adolescencia quando uma ordem era dada, não se admitia nenhum tipo de rebate, raiva e medo. Hoje com o chamado 'díalogo' as novas gerações continuam refém dessa "Ordem" antiga se os pais e educadores não estabeleceu a consciência e a compreensão do que é a verdadeira"ordem".
Observo o mundo através da televisão nos noticiários onde a ordem é manter a ordem, sufocar o direito da expressão, respeito ao outro um ser inteligente, pensante, com capacidade de fazer escolhas, sufocadas pelas religiões e dogmas.
A ordem é uma virtude Divina. Esse tem sido meu entendimento no momento. Se a ordem não está estabelecida internamente o externo será a expressão do caos dos nossos pensamentos, turbilhão de emoções, desejos.
Penso que a palavra ordem tem  relação com outra palavra chamada Conexão. Sinto como se estivessemos afastados da nossa Divindade, falta de unificação com planeta, os animais, plantas, rios, montanhas, pedras, com familiares, vizinhos, amigos. " Mesmo quando não percebemos a interconexão, estamos sempre conectados. É possível, na verdade, romper com a idéia de dualidade entre nós e o planeta e experienciar nosso ato de caminhar como a própria terra caminhando, e nosso ato de respirar, ativa ou passivamente como o planeta respirando" Richard Seidman - Livro O oráculo da Cabala Ensinamentos Místicos das Letras Hebraicas - Ed. Pensamento.
Sinto que esses momentos tão conturbados por guerras, morte, abusos de poder, intolerância, mentiras, catastrofes, estamos sendo chamados, cada um respeitandp sua compreensão, a "encontrar" essa Conexão no silêncio dos nossos corações que é o lugar onde respirando passivamente o Divino se faz presente e se revela.
O que compreendi? Quando a ordem interna é estabelecida, não existe ordem a dar e nem tão pouco ordem a receber.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O DEVER

O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo, e depois para com os outros. O dever é a lei da vida: encontramo-lo nos mínimos detalhes, como nos atos mais elevados. Quero falar aqui somente do dever moral e não do que se refere às profissões.
Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido, porque se encontra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração. Suas vitórias não tem testemunhas e suas derrotas não sofrem repressão. O dever íntimo do homem está entregue ao seu livre-arbítrio: o aguilhão da consciência, esse guardião da probidade interior, o adverte e sustenta, mas ele se mostra frequentemente impotente diante dos sofismas da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem. Mas como precisar esse dever? Onde ele começa? Onde acaba? O dever coeça precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríes ver transposto em relação a vós mesmos.
Deus criou todos os homens iguais para a dor, pequenos ou grandes, ignorantes ou instruidos, sofrem todos pelos mesmos motivos, a fim de que cada um pese judiciosamente o mal que pode fazer. Não existe o mesmo critério para o bem, que é infinitamente mais variado nas suas expressões. A igualdade em relação à dor é sublime previsão de Deus, que quer que os seus filhos, instruidos pela experiência comum, não cometam o mal desculpando-se com a ignorância dos seus efeitos.
O dever é o resumo prático de todas as especulações morais. É uma intrepidez da alma que enfrenta as angústias da luta. É austero e dócil, pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, mas permanecendo inflexível diante das tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais que a si mesmo; é, a um só tempo, juiz e escravo na sua própria causa.
O dever é o mais belo galardão da razão; ele nasce dela, como o filho nasce da ma~e. O homem dever amar o dever,não porque ele o preserve dos males da vida, aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque ele transmite à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever se engrandece e esplende, sob uma forma sempre mais elevada, em cada uma das etapas superiores da humanidade. A obrigação moral da criatura para com Deus jamais cessa, porque ela deve refletir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, mas deseja que a grandeza da sua obra resplandeça aos seus olhos.
Lázaro, Paris, 1863 -Do livro o Evangelho Segundo o Espiritismo