RHEBECKA SOUZA

Somos seres com alma de borboleta, plena de beleza e harmonia, habitando num corpo onde as emoções e desejos, numa espécie de casulo nos aprisionam nos corpos físico, emocional, mental e espiritual, até que a compreensão e a consciência nos eleve ao que somos verdadeiramente, seres de luz.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

SABEDORIA ESSÊNIA







".... Irmão, na infinidade dos mundos há uma fonte de Paz que não tem nome. É a força que faz germinar a vida e se divide entre todos os corações mas continua una e indivisível.
É esta fonte de eternidade que nosso Irmão Jesus invocou para expressar-se Nele, permitindo-lhe tomar tal dimensão que a energia do Kristos a enobreceu. Este é o ensinamento que nos foi dado e é este também o caminho proposto aos seres para quem o amor é melhor guia do que o medo, porque também a experiência desse amor vivifica os mil sinais do que os homens chamam de Lei. Eis o que nos foi ensinado: acreditar vale muito pouco, mas vale muito aprender a conhecer. Há mais para dar do que para receber, pois quem viu Kristos dentro de si não consegue exaurir seu tesouro"
Do livro O Caminho dos Essênios- Editora do Conhecimento.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

FOME DE QUE?

O quanto é difícil meditar. Estou sempre ouvindo esta frase de amigos e clientes. Como aquietar um mental que imagino um "cavalo" disparado velozmente, tendo como "cavaleiro" as emoções numa disputa constante e cansativa gerando com isso um afastamento do "oásis" cujo centro se situa no coração onde habita nossa Divindade.
O começo é assim muitas tentativas, é preciso do exercício da paciência, compreensão e disciplina. O silêncio da mente permite que as "gavetas" emocionais sejam abertas e nem sempre gostamos de ver o que tem dentro delas momentos de sofrimento ( no príncipio só enxergamos isso) e o mais difícil é o reconhecimento do quanto colaboramos para este sofrimento.´
É um trabalho que tende a se aprofundar  e aos poucos vamos nos aproximando do "oásis" que é a presença do Deus interno, experienciando momentos de alegria e paz.
É interessante por que pensamos que sabemos respirar ou melhor, respiramos para sobreviver porque a cada emoção vivida seja ela de qualquer natureza é "retida" no corpo, sem contar os traumas das doenças, processos cirúrgicos etc.
Em dos meus momentos de meditação ao aquietar a mente observando a respiração "ouvi" a seguinte pergunta Fome de que? segui com a respiração observando "imagens", sentindo "sensações" do que se referia a esse estado de "fome", sem julgar, tudo se tornando muito "claro": os equívocos, o tentar agradar aos outros, as promessas vazias, carências e desejos. Continuei a respirar colocando a luz do amor e compaixão e aos poucos fui liberando as imagens.
Terminei a meditação ficando em silêncio agradecendo ao Deus que sei que habita em mim a oportunidade da cura, passando a me sentir fortalecida nos decorrer dos dias com as mudanças acontecidas: Ampliação do olhar para o mundo, diminuição de ingestão de doces, a compreensão que o dinheiro me serve e não eu a ele, melhora da qualidade nas minhas relações(sou honesta comigo, sem amarras), cada vez mais vivendo momentos de paz e alegria plena.
Sei que a princípio esse tipo de percepção pode parecer difícil, mais com disciplina, vontade é possível alcançar esse "oásis" tão bem explicitado  pelo Mestre Jesus: "Vinde os que estão cansados e oprimidos, que eu os aliviarei."

sábado, 11 de agosto de 2012

MEDO

" Nada atormenta mais o ser humano do que seus ódios.
Sempre que confrontado por um rival ou ameaçado por um antagonista, o ser humano experimenta a liberação de hormônios de seu instinto animal. Em condições anteriores à consciência humana, esses hormônios determinavam a escolha entre o ímpeto do ataque ou a submissão. A natureza garantia assim a sobrevivência dos seres, fosse pela eleição do enfrentamento, quando se percebiam capazes de bancar sua cobiça, ou pela fuga e subordinação, quando não se percebiam dominantes em determinado contexto.
No desenvolvimento da mente humana, o ataque evoluiu produzindo o sentimento de ódio ao outro e a submissão evoluiu para o ódio a si. O ódio é o elemento mental e emocional que justifica para um ser racional a sua agressividade. Em parte físico e em parte psíquico, o ódio é um híbrido humano que atende ao intuito de enfrentar. Ao mesmo tempo, a subordinação produz no ser humano uma forma de menos-valia e capitulação, pela qual ele despreza a si mesmo.
Tanto o ódio ao outro quanto o ódio a si ampliam o espectro do medo na experiência humana. O ódio propõe implicitamente o ataque, mas em geral não o faz. Por convenções sociais ou por sublimação, aquele que odeia reprime seu ímpeto de ataque. Desta forma, mantêm em si um alto nível de medo, já que o enfrentamento pressupõe este sentimento como instinto de autopreservação. O ódio a si, mais ainda, é um estado permanente de temor, uma condição de sujeição sempre à espera do golpe fantasiado. Em ambos os casos, o sentimento determinante é o medo. Se observarmos com cuidado, veremos que todos os nossos ódios são fomentados pela insegurança e pelo medo.
Parte deste desenvolvimento ocorreu porque o ser humano tem duas esferas de integridade e proteção.
Enquanto o mundo animal conhece apenas a luta pela sobrevivência física, o ser humano tem que preservar não apenas seu corpo, mas também sua identidade.
Qualquer ataque a estes fundamentos da identidade coloca o ser humano sob o mesmo estado de alerta como o que se encontra quando sua vida está em risco.
Toda vez em que o outro confronta seu fundamento, o ser humano entende que este é um ataque que só pode ser administrado no campo do ódio. Pelo menos, essa é sua postura inicial e natural. A busca milenar por paz representa a busca por uma alternativa a essa situação. A tal tolerância, ou mesmo sua versão mais radical, a aceitação, só será possível quando o outro e seus fundamentos puderem ser percebidos num território diferente de um confronto ou de uma submissão.
Trecho do livro Tirando os Sapatos - Nilton Bonder - Ed. Rocco